domingo, 15 de fevereiro de 2009

Flâmulas, músicas, símbolos





Suely diz...
Eu amava o Tatu e a Vaca pintados na sala de TV. O tatu representando a Agronomia e a Vaca representando a Veterinária, únicos cursos superiores que existiam no início dos anos 1960. Quando voltei à U.R. uns anos depois qual não foi meu desalento ao constatar que os desenhos sucumbiram sob camadas de tinta.
Assim, também, já não existe a nossa árvore da amizade.
VAMOS FALAR DE NOSSOS SÍMBOLOS.
Só posso comentar sobre o polêmico convite de formatura de minha turma - EMERD 61 - era uma boneca. A turma ficou dividida. Formandas professoras e o convite uma boneca? E como você abria o convite? Levantando a saia da boneca. Verdade.

Vou colocar aqui a paródia da música Favela, feita por Maria Inês, então estudante de Agronomia, que virou hino dos estudantes da época.

"U.R.,ô, U.R.
U.R. tu vives no meu coração
Eu sei que vou ter saudade
Deixando a Universidade
U.R. do paralelo e da televisão.
Minha U.R. querida
Onde sinto a minha vida
presa a um romance de amor que não é ilusão
E a minha turminha tão cara
Se um dia de mim se separa
Não sei se irá suportar o meu coração."

Venha participar deste tópico. Clique abaixo, em COMENTÁRIOS.

Obs.: Flâmulas do acervo do Mendel Rabinovitch

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Reencontros


02.11.2008
"Suely, por mero acaso o Celso me mandou uma foto da CAUR que você lhe mandou e assim cheguei ao seu endereço eletrônico. É uma alegria para mim refazer contato com você depois de quase 50 anos! Tenho estado junto com meus colegas de 1964, temos feito encontros anuais e estou junto também da turma de 61, a do Celso."

Essas palavras, recebi-as do Mendel em seu primeiro contato após longos anos.
Sucederam-se trocas de emails, entre patiobas 61 e verdureiros das turmas 61 e 64, dos quais transcreverei trechos para cá.


E houve também troca dos álbuns virtuais:
www.picasa.google.com.br/mendelrabinovitch
www.picasa.google.com.br/suelydomingues/universidaderural
E para quem é do Orkut, Comunidade Universidade Rural Anos 60/70

Convido todos a participarem neste tópico com emails especiais de ruralinos amigos.
Obs. Foto do perfil: Mendel Rabinovitch

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Neste tópico você escolhe o assunto


Suely diz...
Amigos ruralinos dos anos 1960 - alunos, professores, profissionais:

Neste item vamos colocar histórias, casos, assuntos em geral que temos a contar. Assuntos que estão há tantos anos guardados em nossas memórias e em nossos corações. Agora temos com quem os dividir.


Obs.:
O português do Brasil está em fase de mudanças.

Podem entrar, amigos; a casa é sua.

Cine Teatro


Suely diz...
Cine Teatro Gustavo Dutra, o teatro que funciona no Prédio I.
Ali, periodicamente assistíamos filmes e também era palco de nossos esquetes e de peças teatrais. Lembro-me com muita saudade de uma festa panamericana (61?) onde as patiobas da EMERD usando trajes típicos dos países panamericanos desfilaram no palco do teatro. Lembro-me que Rolando (Caçula) (61) ensinou-me a dança panamenha e a apresentamos na festa. Lembro-me também que Heloisa, Conça e eu fizemos uma coreografia de "Na baixa do sapateiro" e Heloisa deu uma desiquilibrada e quase arrancou minha saia.Mas continuou dançando firme; não deixou a peteca cair.
Nesse mesmo dia aconteceram vários esquetes. Peço que Mendel e Ronaldo (64) venham contar tudo. Aquele palco foi esteio de peças que se seguiram. Havia um piano onde Suzy (Suely Mosquera) nos brindava tocando as músicas que pedíamos e que continham nossas histórias do momento.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Burlando Regras


Suely disse...
Sabe aquelas regras que a gente ficava tentado a infringir. Pois é... contemos aqui.

Mais cheias de regras que as patiobas da EMERD, de Maria Neusa, somente as patiobas da fazenda Patioba, de Mademoiselle Marceaux.
As meninas da EMERD tinham "n" regras, campo de ação reduzidíssimo, sempre sob a vigilância de Bebém, principalmente. Mas, às vezes...
Embora não bebêssemos ou fumássemos, vez por outra alguém trazia uma garrafa de vinho e outro alguém um maço de cigarros e um grupinho de patiobas, onde me incluo, após às 22h, limite para as lâmpadas ficarem acesas, sentavam-se na varanda para tomar uma taça de vinho e um cigarro, somente de curtição.

Tem uma foto onde estamos Conceição, Heloisa e eu de maiô. Fomos para Mangaratiba pegar uma praia, escondidas da Bebém a quem dissemos que iríamos fazer compras em Campo Grande. Uma travessura!

Certa vez aceitei o convite de José Adolfo - Agronomia 62 - e mais um colega do qual não me lembro o nome, para ir pegar manga. Entraram no mangueiral os dois e me deixaram na estrada vigiando não sei o quê (acho que disseram que havia um vigia com espingarda). Demoraram muito pois ficaram lá dentro do mato vendo minha aflição quando a chuva começou a cair e eu recusando oferta de caronas de motoristas que passavam. Foi terrível a espera mas as mangas estavam uma delícia.
Quem não cometeu pequenas e até grandes infrações às regras. Qual foi a sua?
Obs.:Foto de Marlene Morgado

sábado, 31 de janeiro de 2009

Festas ao Ar Livre: juninas churrascos olimpíadas




Suely,diz...
Gostaria muito de lembrar-me de detalhes de uma olimpíada que assisti na U.R. porém só me lembro de muitos rapazes vindos de outras faculdades para participar dos jogos. Lembro-me que entre eles estava meu primeiro namoradinho, um "deus grego" a quem fingi que não vi. Acho que era 1960.
Lembro-me também de uma tremenda festa junina, em 1961, onde um boi foi abatido pelos alunos e me lembro que, enquanto a festa rolava, fiquei na cozinha do restaurante ajudando João Carlos Palma (1961) a cortar carne e fazer espetos para os churrasquinhos que seriam vendidos nas barracas.
Já estava exausta e os espetos não acabavam! Quando fui liberada pelo J.C.Palma, lá fora, dancei uma valsa (por que cargas dágua valsa?) com o Ricardo von Sydow.
E você, lembra-se dessas e de outras festas ao ar livre? Venha comentar também.
Fotos: Árvore da Amizade - Acervo de Manoel Coimbra (Pinochio); foto do time de futebol - Acervo do Mendel Rabinovitch

Os Bailes


Suely, disse...
Os grandes bailes eram realizados no Clube Social que pertencia, se não me engano, à Sociedade local.
Quartas-feiras eram dias de bailinho na sala de TV. Trimestralmente ali fazíamos também as festas dos aniversariantes, organizadas pelas patiobas que, sob a "batuta" da dir. Maria Neusa, ofereciam o bolo e os refrigerantes.
Os preparativos de beleza das patiobas para a festa levavam o dia inteiro. No cabelo usávamos cerveja branca, depois aqueles horrorosos rolinhos e sentávamos na varanda para secar ao sol. Procurávamos caprichar no vestuário, maquiagem, penteados.
Eu e Conceição, quando não tínhamos aquelas meias finas que se usava na época, passávamos base de rosto nas pernas e uma fazia o risquinho vertical na parte de trás da perna para parecer que era a costura da meia. (O bom é que a "meia" sempre ficava com o risquinho certo, sem sair do lugar). Para ir ao Social pegávamos aquele ônibus cinza. No baile bicávamos a cuba-libre ou o hi-fi dos meninos pois Bebém (uma de nossas governantas) ficava de olho.
Recusar convite de algum rapaz para dançar? Nem pensar! Não existia isso na época.
Patiobas, venham contar mais. Verdureiros, Capagatos, os meninos da Agrotécnica, estudantes, professores, funcionários, como "viam" os bailes? Venham contar aqui.
Obs.: Foto do perfil de Cleuza S.Prisco (Cleuza e Alberto Moraes)