
Bolinha
Por Amauri Rodrigues, ENA/57.
As imagens das fotos anexadas oferecem aqueles “ares“ de tristeza, é certo. Justificadas tristezas, entretanto, bem raras. Este que escreve jamais se associou aos grupos tipo baixo astral. Pelo contrário, sempre se manteve junto aos colegas do bem viver, aproveitando, ao máximo, os momentos fugazes da juventude que esvaia no correr dos tempos. Assim, sempre com espírito de otimismo e esperança de dias melhores, a cruel rotina das aulas teóricas e as infindáveis noites nos fétidos laboratórios, cuidávamos de intercalar momentos de lazer nas farras adequadas, Eram as estrondosas e memoráveis comemorações sob qualquer pretexto. Muitas vezes sem qualquer razão aparente ou justificável lá íamos para o bar da estrada tomar cerveja e conversar, simplesmente. Algumas vezes nos socorríamos do Bar do Pinta Cega onde tínhamos crédito para as cervejas ou, para levar para o alojamento, pelo menos, uma preciosa garrafa de cachaça das variadas marcas e procedências. Mas o forte mesmo; era o bar da estrada, aquele explorado pela Cooperativa dos Funcionários da Universidade Rural Ltda, às margens da antiga estrada Rio–São Paulo. O saudoso bar da estrada!
NOTA: anexa a única foto do BOLINHA tomada em junho de 1957 por Luiz Carlos Sayão Ferreira Lima/ENA-57.
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